Retirada de Pintas

A retirada de pintas (nevos) é um procedimento indicado tanto por motivos estéticos quanto funcionais ou de segurança, quando há dúvida sobre o comportamento daquela lesão. Muitas vezes, a pinta incomoda no espelho, pega na alça do sutiã, na lâmina de barbear ou vive “enganchando” em roupas e acessórios. Em outras situações, o objetivo é permitir uma análise mais detalhada do tecido ao microscópio, garantindo que esteja tudo bem com a pele.

O primeiro passo, porém, não é marcar a retirada, e sim fazer uma avaliação dermatológica cuidadosa. Nela, o médico examina a pinta a olho nu e, sempre que necessário, com o dermatoscópio, um aparelho que amplia e permite ver estruturas que não são visíveis a olho nu. A partir dessa análise, define-se se a pinta é compatível com um nevo benigno, se precisa apenas de acompanhamento ou se há indicação de retirada e exame anatomopatológico (biópsia).

Quando há indicação, o tipo de procedimento é escolhido conforme o tamanho, a localização, a profundidade e o objetivo (estético, funcional ou diagnóstico). Em comum, todos os métodos têm um ponto importante: sempre existe algum grau de cicatriz. O papel do especialista é planejar para que ela seja o mais discreta possível, de acordo com o padrão de cicatrização de cada pessoa.

Principais motivos para indicar retirada de pintas

  • Motivo estético: pintas em áreas muito visíveis (como face, pescoço, colo) que geram incômodo com a própria imagem
  • Incômodo mecânico: lesões que pegam em roupas, alças, cintos, sutiãs, colares ou na lâmina de barbear
  • Trauma repetido: pintas que vivem machucando, sangrando ou inflamando pelo atrito constante
  • Mudança recente: alteração de cor, tamanho, formato, bordas ou relevo que gere suspeita clínica
  • Assimetria ou contorno irregular observados na avaliação dermatológica
  • Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, quando o especialista julga importante investigar melhor aquela lesão
  • Pintas em locais de maior risco de trauma ou difícil acompanhamento visual pelo próprio paciente

Como o procedimento costuma ser conduzido

  • Avaliação prévia em consultório, com exame clínico e, se necessário, dermatoscopia
  • Definição da melhor técnica de retirada, de acordo com a localização e o objetivo (estético e/ou diagnóstico)
  • Procedimento realizado, em geral, com anestesia local, em ambiente ambulatorial
  • Envio do material para exame anatomopatológico sempre que indicado, para análise detalhada do tecido
  • Orientação de cuidados no pós-procedimento (higiene, curativo, exposição solar, retorno) e acompanhamento da cicatriz
A decisão de retirar ou não uma pinta é sempre individualizada e deve ser tomada em conjunto com o dermatologista, equilibrando segurança, estética e a história de cada paciente.

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